Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

igreja Igreja de Nossa Senhora de Lourdes

Há 38 anos o pároco de Helvetia é Monsenhor José Machado Couto. Embora seja o primeiro vigário de nacionalidade brasileira, soube, com muita sabedoria, captar os valores da história e da tradição de Helvetia que ele tanto respeita, a ponto de se auto definir como helvetiano por opção.
Citamos apenas três nomes de sacerdotes que presidiram e lideraram a vida religiosa do povo de Helvetia. Outros aqui trabalharam, mas foram esses três que dedicaram mais tempo de sua vida ao serviço da comunidade.

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A Padroeira da Paróquia é Nossa Senhora de Lourdes, mas há outros dois Patronos em relação aos quais os helvetianos guardam grande devoção: São José e São Nicolau de Flüe.
Desde as suas origens a Igreja é mantida, seja pelas coletas, seja pelas contribuições anuais dos sócios da Sociedade Mantenedora, seja com recursos auferidos em festas ou campanhas promovidas com objetivos específicos, como a que se realizou em 1986 para as reformas dos vitrais. Em 1998 foi promovida uma campanha para substituições dos bancos e fundos para as festividades de 100 anos da construção da igreja.
A partir de 1995 visando o respeito devido às novas determinações do Direito Canônico, foi constituído o Conselho Paroquial, que sob a presidência do Vigário deve se responsabilizar pela conservação e administração dos bens da Igreja, bem como coordenar a pastoral.

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Logo nos primeiros anos após o término da construção da Igreja, foram criadas as confrarias do Apostolado da Oração, do Santíssimo Rosário e a Pia União das Filhas de Maria. Das três finalidades que a Teologia determina para a Igreja, a saber: a evangelização, a catequese e a liturgia, a primeira se dava naturalmente, no ambiente do lar, dada a profunda vivência de fé dos helvetianos. A catequese sempre mereceu um empenho e um cuidado especial. Além das aulas de religião regularmente ministradas dentro do currículo escolar, todos os domingos, ao longo destes anos, houve aulas de catequese. A liturgia, como a expressão comunitária da fé, ocupou sempre um lugar de destaque na vida religiosa dos helvetianos. A começar pela ornamentação do altar, sob a responsabilidade de senhoras e moças que se revezam semanalmente. De preferência com as flores dos campos e dos jardins cultivados nas casas. As toalhas de crochê, feitas por urna geração de artistas, sempre estão a adornar o altar. São ainda admiráveis os bordados que ornamentam as cortinas do tabernáculo. Tudo feito no silêncio, quase anonimamente.

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Merece, ainda, lembrança especial, o Coral de Helvetia. Constituído de amadores, em nenhum momento destes longos anos deixou de contribuir para o esplendor da celebração litúrgica. São conhecidos de todos os esforços e a dedicação que se exigem para a manutenção de um coral. Horas intermináveis de ensaio, tiradas do lazer e do descanso. Geralmente, às noites, ou nos domingos e feriados.

Helvetia celebra e respeita todas as festas do calendário litúrgico, mas privilegia de um modo muito especial a Festa de Natal. Fruto das raízes européias de seus fundadores e do grande sentido de família que sempre reinou na Colônia. Durante muito tempo, não só o coral, mas todo o povo cantava o canto gregoriano, nas missas e nas outras celebrações litúrgicas. Isto se deve à influência beneditina, quer de D. Ildefonso, quer das Irmãs, que por 24 anos trabalharam em Helvetia.